Os melhores apps da semana para Windows Phone

A semana do Windows Phone foi recheada de grandes atualizações em apps populares. Rdio, Shazam e Netflix, por exemplo, foram completamente redesenhados em suas novas versões para o sistema. Veja estas e outras dicas na nossa lista:

Rdio

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O Rdio é um serviço de streaming de músicas, parecido com Spotify, Deezer e outros. Esta semana, o app para Windows Phone recebeu uma grande atualização, trazendo uma interface completamente remodelada e cheia de novas funções para descobrir discos e bandas que você deve gostar.

Download: Rdio – grátis


AppTripper

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Se você está indo viajar para a Europa, baixe o AppTripper antes. Este app é um guia de viagens que mostra os melhores lugares de várias cidades do Velho Continente de acordo com seu tipo de programa preferido.

Download: AppTripper – grátis


Xim

O Xim é um app criado pela Microsoft para você compartilhar fotos temporariamente com amigos, mesmo que eles não tenham o app. A versão 1.3 do app, lançada para Android, iOS e Windows Phone, traz ainda mais possibilidades, com suporte para mostrar suas imagens em qualquer navegador, no Chromecast, no Xbox One, via AirPlay ou ainda na Amazon Fire TV.

Download: Xim – grátis


Flipboard

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Lançado há alguns meses para Windows Phone, o Flipboard é um app que reúne as melhores matérias e artigos baseado nos seus interesses e preferências. O aplicativo agora também está disponível para aparelhos com 512MB de RAM, permitindo que você tenha sempre uma boa leitura à disposição em qualquer aparelho.

Download: Flipboard – grátis


Shazam

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“Ei, que música é essa que está tocando?” é uma pergunta que você já deve ter feito. O Shazam é um app que descobre o artista e a faixa para você. O aplicativo para Windows Phone foi completamente redesenhado na última atualização, ganhando um novo motor de busca, bem mais eficiente, uma nova interface, suporte a Cortana e a Live Tiles e links para comprar as músicas identificadas no Xbox Music.

Download: Shazam – grátis


Netflix

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Você já deve conhecer (e amar) o Netflix, certo? Esta semana, o app para Windows Phone do serviço de streaming de séries e filmes foi atualizado, ganhando um seletor de perfis, nova interface, opção de fixar uma Live Tile do seu programa preferido na tela inicial e melhor qualidade de vídeo, entre outras novidades.

Download: Netflix – grátis (R$16,90 pela assinatura mensal do serviço)

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Os melhores apps da semana para iPad e iPhone

Nossa última seleção do ano para o iOS traz atualizações bacanas, como o Opera Coast, que ganhou um monte de funções, e o Fleksy, que recebeu extensões. Além disso, temos algumas boas novidades, como os interessantes Group Text+ e Email+, para facilitar sua comunicação. Veja estas e outras dicas na nossa lista:

Opera Coast

Navegador da Opera exclusivo para iOS, o Opera Coast ganhou ainda mais atrativos na versão 4.0. A atualização traz o Opera Turbo, recurso que comprime dados para economizar a franquia do seu plano de internet, seção Descobrir e novas ferramentas para compartilhar sites.

Download: Opera Coast – grátis


Fleksy

fleksy extensions

Famoso pela rapidez, o teclado Fleksy ganhou mais um recurso interessante na versão 5.0, lançada esta semana. São as extensões, que permitem adicionar novos temas, linha numérica ou de edição, acesso a GIFs animados e muito mais.

Download: Fleksy – US$0,99


Xim

O Xim é um app criado pela Microsoft para você compartilhar fotos temporariamente com amigos, mesmo que eles não tenham o app. A versão 1.3 do app, lançada para Android, iOS e Windows Phone, traz ainda mais possibilidades, com suporte para mostrar suas imagens em qualquer navegador, no Chromecast, no Xbox One, via AirPlay ou ainda na Amazon Fire TV.

Download: Xim – grátis


Emoji Type

emoji type

Você ama emojis? Que tal um teclado que sugere qual figurinha colocar na sua conversa? Essa é a especialidade do Emoji Type: ele sugere os emojis mais apropriados de acordo com o que você digita.

Download: Emoji Type – US$0,99


Yahoo Weather

yahoo weather

Um dos mais belos aplicativos de previsão do tempo, o Yahoo Weather ficou ainda melhor na última atualização. Agora, o app traz animações para certas condições climáticas, como neblina e trovoadas. Além disso, ele foi adaptado para os tamanhos de tela dos novos iPhones.

Download: Yahoo Weather – grátis


Group Text+ e Email+

Feitos pelos mesmos desenvolvedores do ótimo Launch Center Pro, o Group Text+ e o Email+ são dois apps que tornam o processo de compartilhar qualquer coisa via SMS, iMessage ou email para várias pessoas bem mais fácil. Você pode mandar trechos de textos, imagens, vídeos, sua localização e muito mais para seus contatos e grupos favoritos.

Download: Group Text+ – US$1,99

Download: Email+ – US$2,99


500px

500px

O 500px é uma rede social para compartilhar seu lado fotógrafo. A mais recente atualização do app para iOS traz uma câmera dentro do próprio aplicativo e ferramentas de edição de imagem.

Download: 500px – grátis

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Os melhores apps da semana para Android

Nossa última seleção do ano traz boas atualizações para os teclados Minuum e Fleksy e o ótimo game 80 Days. Veja estas e outras dicas na nossa lista:

Minuum Keyboard

Minuum

O Minuum é um teclado que pode ser reduzido a uma única linha — e acredite, ele funciona muito bem. O app ganhou na última semana uma atualização que permite receber sugestões de palavras de mais de um idioma ao mesmo tempo, como já ocorre em vários concorrentes.

Download: Minuum Keyboard – grátis por 30 dias, R$4,49 depois


Trello

trello

O Trello é uma das melhores ferramentas para gerenciar projetos e trabalhos em equipe. Você cria cards com tarefas, classifica em colunas com as várias etapas, marca com tags e atribui membros do seu grupo a cada um deles. O app para Android ganhou uma atualização com Material Design, deixando tudo mais bonito e organizado.

Download: Trello – grátis


Fleksy

fleksy extensions

Famoso pela rapidez, o teclado Fleksy ganhou mais um recurso interessante na versão 5.0, lançada esta semana. São as extensões, que permitem adicionar novos temas, linha numérica ou de edição, acesso a GIFs animados e muito mais.

Download: Fleksy – grátis


App Swap

app swap

Você já deve ter pensado que a gaveta de aplicativos do Android poderia ficar num lugar de acesso mais fácil, certo? Pois o App Swap ajuda nisso: ele substitui o atalho para o Google (aquele que aparece quando você pressiona e segura o botão Home) por uma gaveta personalizável e cheia de funções extras.

Download: App Swap – grátis (R$5,12 pela versão premium)


Xim

O Xim é um app criado pela Microsoft para você compartilhar fotos temporariamente com amigos, mesmo que eles não tenham o app. A versão 1.3 do app, lançada para Android, iOS e Windows Phone, traz ainda mais possibilidades, com suporte para mostrar suas imagens em qualquer navegador, no Chromecast, no Xbox One, via AirPlay ou ainda na Amazon Fire TV.

Download: Xim – grátis


80 Days

80 Days é um game de aventura literária, inspirado no clássico livro de Júlio Verne. Você deve acompanhar o personagem Phileas Fogg em sua jornada ao redor do mundo e ajudá-lo a controlar o dinheiro, o tempo e cuidar da saúde, bem como escolher os caminhos entre as cidades. Boa viagem!

Download: 80 Days – R$12,00

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5 motivos para acreditar que nosso universo possa ser uma realidade virtual

O realismo físico e a visão de que o mundo físico que vemos é real e existe por si só. A maioria das pessoas pensa que isso é óbvio, mas o realismo físico tem lutado com os fatos da Física já faz algum tempo. Os paradoxos que desafiavam físicos no século passado continuam desafiando os de hoje e as grandes esperanças depositadas na teoria das cordas e na supersimetria não estão chegando a lugar algum.

Contrastando com tudo isso, a teoria quântica funciona, mas as ondas quânticas que embaraçam, sobrepõem e então entram em colapso até um ponto são fisicamente impossíveis – elas devem ser “imaginárias”. Pela primeira vez na história, uma teoria do que não existe está prevendo corretamente o que existe – mas como pode o irreal prever o real?

O realismo quântico é a visão oposta – que o mundo quântico é real e está criando o mundo físico como uma realidade virtual. Os mecanismos quânticos conseguiriam prever os mecanismos físicos por serem seus geradores, seus “pais”. Os físicos dizendo que os estados quânticos não existem são como o Mágico de Oz dizendo a Dorothy “Não preste atenção naquele homem atrás da cortina.”

O realismo quântico não é a Matrix, onde o outro mundo que cria o nosso também é físico. Nem é uma ideia de cientista maluco ou um pensamento isolado, já que a virtualidade estava em jogo muito antes dos seres humanos aparecerem. Também não é como se um fantasma de outro mundo modificasse as coisas por aqui – nosso mundo físico é o fantasma. No realismo físico, o mundo quântico é impossível, mas no realismo quântico o mundo físico é impossível – a menos que ele seja uma realidade virtual – como mostram esses exemplos.

  • Nosso universo tem uma velocidade máxima

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Realismo físico: Einstein deduziu que nada viaja mais rápido do que a luz no vácuo e isso foi, posteriormente, considerado uma constante universal, mas não está claro o motivo. Atualmente, “a velocidade da luz é uma constante apenas porque é, e porque a luz não é feita de nada mais simples.”

Responder “por que as coisas não andam mais e mais rápido?” com “Porque não” dificilmente satisfaz alguém. A luz fica mais devagar na água ou no vidro e quando ela se move na água, dizemos que o meio é a água. Quando ela se move no vidro, dizemos que o meio é o vidro. Mas quando ela se move no espaço vazio, silenciamos. Como pode uma onda não fazer com que algo vibre? Não existe base física para a luz se mover no espaço, sem falar em definir a velocidade máxima possível.

Realismo quântico: Se o mundo físico é uma realidade virtual, é o produto do processamento de informações. A informação é definida como uma escolha de um conjunto finito, então o processo de mudança também deve ser finito e, dessa forma, nosso mundo se atualiza em um ritmo finito. Um processador de um supercomputador atualiza-se 10 quatrilhões de vezes por segundo e o nosso universo atualiza-se um trilhão de vezes mais rápido do que isso, mas o princípio é o mesmo. Como uma imagem na tela contém pixels e uma taxa de atualização, nosso mundo tem Distância de Planck e Tempo de Planck.

Nesse cenário, a velocidade da luz é a maior possível porque a rede não consegue transmitir nada mais rapidamente do que um pixel por ciclo – ou seja, a Distância de Planck dividida pelo Tempo de Planck, ou cerca de 300 mil km/s. A velocidade da luz deveria, na verdade, ser chamada de velocidade do espaço.

  • Nosso tempo é maleável

Realismo físico: No paradoxo dos gêmeos de Einstein, um gêmeo que viaje em um foguete próximo à velocidade da luz retorna um ano depois encontrará seu irmão como um senhor de 80 anos. Nenhum dos dois percebeu que o tempo corria diferentemente, nenhum deles perdeu nada, mas a vida de um está próxima do fim enquanto a do outro acabou de começar. Isso parece impossível em uma realidade objetiva, mas o tempo realmente retarda partículas nos aceleradores. Nos anos 1970, cientistas colocaram relógios atômicos em aeronaves ao redor do mundo para provar que eles rodavam mais lentamente do que outros sincronizados no chão. Mas como o tempo, o árbitro de todas as mudanças, está ele próprio sujeito a mudar?

Realismo quântico: Uma realidade virtual poderia estar sujeita ao tempo virtual, onde cada ciclo de processamento é um “tick”. Todo gamers sabe que quando um computador está ocupado demais e pesado ocorre o lag – o tempo do jogo fica mais lento devido à carga. Da mesma forma, o tempo no nosso mundo fica mais lento com velocidades ou corpos quase massivos, sugerindo que ele é virtual. Então o foguete com o gêmeo só envelheceu um ano porque aqueles foram todos os ciclos de processamento que o sistema, estressado enquanto se ocupava de mover a nave, pode ceder. O que mudou foi seu tempo virtual.

  • As curvas do nosso espaço

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Realismo físico: De acordo com a teoria da relatividade de Einstein, o Sol mantém a Terra em órbita curvando o espaço a seu redor. Mas como o espaço em si pode se curvar? O espaço, por definição, é onde o movimento ocorre, então para o espaço se curvar ele precisaria existir em outro espaço, o que é uma regressão infinita. Se a matéria existe em um espaço cheio de nada, esse nada se mover (ou curvar) é algo impossível.

Realismo quântico: um computador “ocioso” não está realmente ocioso, mas ocupado rodando um programa nulo. O nosso espaço poderia ser o mesmo caso. No efeito Casimir, o vácuo do espaço exerce uma pressão em duas placas próximas. A física atual diz que partículas virtuais saltam de lugar nenhum para causar isso, mas no realismo quântico o espaço vazio é cheio de processamento que teria o mesmo efeito. O espaço como uma rede de processamento pode apresentar uma superfície tridimensional capaz de se curvar.

  • Energia escura e matéria escura

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Realismo físico: A física atual descreve a matéria que vemos, mas o universo tem cinco vezes mais de uma coisa chamada matéria escura. Ela pode ser detectada como um halo em volta do buraco negro no centro da nossa galáxia que dobra suas estrelas mais proximamente do que sua gravidade permite. Não é a matéria que enxergamos já que nenhuma luz consegue detectá-la, não é antimatéria porque não há assinatura de raios gama e não é um buraco negro porque não há lente gravitacional – mas sem ela, as estrelas da nossa galáxia voariam soltas em puro caos.

Nenhuma partícula conhecida explica a matéria escura – partículas hipotéticas conhecidas como Partículas Massivas Fracamente Interativas (WIMPs, na sigla em inglês) foram propostas, mas nenhuma encontrada, apesar de se falar em super-WIMPs. Além disso, 70% do universo é matéria escura e a física não consegue explicar isso também. A matéria escura é um tipo de gravidade negativa, um efeito fraco espalhado pelo espaço que empurra as coisas para longe, o que aumenta a expansão do universo. Ela não mudou muito com o passar do tempo, mas algo flutuando em um espaço em expansão deveria enfraquecer gradualmente. Se ela fosse uma propriedade do espaço, então deveria aumentar na medida em que o espaço se expande. Atualmente, ninguém faz ideia do que ela seja.

Realismo quântico: Se o espaço vazio é um processamento nulo, então não é nada, e se ele estiver se expandindo, então novos espaços estão sendo acrescentados o tempo todo. Novos pontos de processamento, por definição, recebem dados mas não devolvem nada em seu primeiro ciclo. Então eles absorvem, mas não emitem, exatamente como o efeito negativo que chamamos de matéria escura. Se novo espaço é acrescentado em um ritmo constante, o efeito não mudará com o tempo, então a matéria escura é gerada pela contínua criação do espaço. O modelo também atribui matéria escura à luz em órbita ao redor de um buraco negro. Ela forma um halo porque a luz muito próxima do buraco negro é puxada para ele e a luz mais afastada consegue escapar da órbita. O realismo quântico não espera que alguma partícula algum dia seja encontrada para explicar a energia escura e a matéria escura.

  • Emaranhado quântico

Realismo físico: Se um átomo de césio lança dois fótons em direções opostas, a teoria quântica os “emaranha”, então se um estiver girando para cima, o outro girará para baixo. Mas se um estiver girando aleatoriamente, como o outro sabe instantaneamente como girar para de outro jeito, a qualquer distância? Para Einstein, a descoberta de que a medição do giro de um fóton instantaneamente define o giro do outro em qualquer lugar do universo era uma “ação fantasmagórica à distância”. O teste disso foi um dos experimentos mais cuidadosamente conduzidos, tipo como o teste definitivo da nossa realidade, e a teoria quântica estava certa mais uma vez.

Observar um fóton emaranhado faz com que o outro tenha uma rotação oposta – mesmo quando ele estiver longe demais para que um sinal viajando à velocidade da luz os conectem. A natureza poderia conservar o giro colocando um fóton para cima e outro para baixo de início, mas aparentemente isso é muito complicado. Então ela deixa eles girarem, aleatoriamente, de modo que quando mensuramos um, ele faz o outro ser oposto, ainda que isso seja fisicamente impossível.

Realismo quântico: nessa visão, dois fótons se emaranham quando seus programas rodam dois pontos em conjunto. Se um programa estiver girando para cima e outro para baixo, eles juntam os dois pixels não importa onde estiverem. Um evento físico reinicia cada programa aleatoriamente, deixando o código do giro oposto remanescente executar o outro pixel. Esta realocação de código ignora a distância, já que um processador não precisa “ir” a um pixel para alterá-lo, mesmo para uma tela enorme como a do nosso universo.

O modelo padrão da física envolve 61 partículas fundamentais com massa de dados e parâmetros de mudança. Se ele fosse uma máquina, alguém precisaria mexer em alguns botões corretamente para ligá-la. Ela também precisa de cinco campos invisíveis para gerar 14 partículas virtuais com 16 “cargas” diferentes para trabalhar. Você poderia esperar uma completude disso tudo, mas o padrão modelo não explica a gravidade, a estabilidade do próton, a antimatéria, cargas quark, massa e rotação do neutrino, dilatação, gerações de famílias ou aleatoriedade quântica – todos problemas críticos. Nenhuma partícula dá conta da energia escura e da matéria escura que compreende a maior parte do universo – e nenhuma partícula jamais dará.

***

O realismo quântico reinterpreta as equações da teoria quântica nos termos de uma rede e um programa. Sua premissa, de que o mundo físico é a saída de um processamento, não o torna um falso, já que ainda existe um mundo real – ele só não é o que vemos. A engenharia reversa do mundo físico sugere que a matéria evoluiu da luz, como uma onda quântica permanente, então o realismo quântico prevê que a luz sozinha em um vácuo pode colidir para criar matéria. Em contraste, o modelo padrão diz que os fótons não colidem, então um teste definitivo da conjectura da realidade virtual é possível. Quando a luz, por si só, colide em um vácuo para criar matéria, o modelo de partícula é substituído por um baseado na informação processada. Veja este FAQ para questões recorrentes, entre aqui para mais detalhes ou ouça este episódio do podcast da Chronicle of Higher Education.


 

Este artigo foi republicado, parcialmente, com a permissão do Listverse. Para lê-lo na íntegra, em inglês, clique aqui.

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“O Abutre”: A mídia em busca de sangue

Nightcrawler

[AVISO: Contém spoilers menores]

Em “O Abutre”, Jake Gyllenhaal – indicado ao Globo de Ouro 2015 pelo papel – vive Lou, um ladrão que, à procura de emprego, se insere como freelancer na cobertura jornalística de tragédias, tais como acidentes de carro, assaltos e homicídios.

Com uma câmera na mão e um rádio que capta as frequências da polícia instalado em seu carro, ele passa madrugadas correndo atrás de sangue como um vampiro, de modo a ser o primeiro a conseguir as imagens de violência que inundarão os noticiários do dia seguinte. Derivam desta premissa questões interessantes sob os mais variados aspectos, motivadas sobretudo pela onipresença do protagonista em cena e pela abertura de seu diretor e roteirista, Dan Gilroy, a debater certas ideias com maior atenção.

Logo em sua sequência de abertura, o filme se dedica a construir uma iconografia própria do ambiente em que se situa, do palco da trama. A cidade de Los Angeles é fotografada por Robert Elswit com alguma familiaridade, como se a imersão dos personagens nas ruas fosse também a do espectador. Os edifícios altos de Downtown, vizinhanças como Culver City e Echo Park e as tão conhecidas freeways têm funções significativas, mais do que de mero preenchimento de cenários.

Logo na abertura, o filme se dedica a construir uma iconografia própria do ambiente em que se situa: Los Angeles

O gigantismo e grau de realismo das locações, contrastados com o tímido apartamento de Lou e a claustrofóbica ilha de edição da rede de televisão, surgem quase sempre à noite – remetendo, guardadas as claras diferenças de tom e técnica, ao retrato da cidade realizado por longas também noturnos, como “Colateral”, de Michael Mann.

Jake Gyllenhaal e o diretor Dan Gilroy

Jake Gyllenhaal e o diretor Dan Gilroy

Nightcrawler

A imagem, aqui, cumpre papel fundamental. De maneira mais óbvia e desde o início, se assume um discurso fácil sobre seu poder (e o poder da mídia). Nina (Rene Russo), a funcionária do canal de notícias com quem o cinegrafista mantém contato, por exemplo, chega a afirmar que “Nós [a mídia] gostamos de crime, mas não de todo tipo de crime”.

Logo em seguida, durante o mesmo diálogo, o rapaz indaga se o interesse é por registros “sangrentos”, ao passo que a diretora o corrige: “gráficos”. Salvo determinadas sequências, porém, a violência a que o filme tanto se prende é explorada de modo mais sombrio do que propriamente perturbador, muito por ser frequentemente registrada pelo olhar de um personagem ausente de compaixão e transmitida por uma figura quase que igualmente fria.

É a partir do momento em que o cinegrafista declara sua obsessão pela filmagem que o longa passa a discutir com maior cuidado, menos cinismo e maior crítica as questões que propõe. Há uma cena, em especial, em que a câmera é carregada por Lou como um troféu, ao som de uma faixa um tanto gloriosa da competente trilha de James Newton Howard. A celebração do momento (um instante de transição sem volta, vale notar) é também a celebração da imagem e do poder que ela representa.

Ali, o protagonista deixa de ser apenas uma engrenagem daquela indústria de violência e passa metaforicamente à condição de liderança, assume a condição da própria mídia e toma para si sua questionável missão. Ele possui poder de barganha e se vale dele para perseguir seu interesse de controlar os meios para aquele fim ética e moralmente repugnante.

Nightcrawler
Nightcrawler

Quando afirma que sempre assiste ao próprio trabalho – aos arquivos banhados em sangue -, é reafirmada a ideia de que a violência gráfica e este jornalismo criminal que busca vítimas em vez de notícias se retroalimentam constantemente, dependem um do outro, são causas mútuas mais do que distantes motivação e consequência.

Semelhante sensação aparece quando o rapaz encara e é encarado por um adversário/colega de profissão (Bill Paxton), na resolução de um embate que anteriormente funcionava unicamente como propulsor da trama. A linha entre “Lou tem um emprego negado por um cinegrafista experiente” e “Lou nega a oferta do mesmo cinegrafista” já havia sido traçada, mas um simples jogo de plano/contraplano não somente gera desconforto visual e dirige o longa a um estado mais grave, mas também oferece um ponto final para aquela interação.

O recurso utilizado por Gilroy é simples, mas extremamente eficiente, e permite que o filme explore um paradoxo também já estabelecido: a ideia de que, por mais gráfica que seja a imagem, é inevitável manter o olho fixado na tela. Quem anuncia a tese é o próprio Lou, ao afirmar que “Um bom quadro não apenas conduz o olhar para a imagem; ele o mantém lá por mais tempo”.

Reside aqui talvez o maior mérito de “O Abutre”: entender que um bom quadro não é necessariamente um quadro bonito, mas, neste caso específico, um quadro para o qual não se quer parar de olhar. A ideia é bastante obsessiva, por vezes impositiva, mas ecoa na temática geral como se a mimetizasse – forma-se um filme sobre imagem que é também essencialmente imagético. No limite, os enquadramentos de Elswit são simples, pouco arrojados (menos até que os de Lou) e parecem se apropriar da linguagem da televisão para construir seu caráter cinematográfico com enorme habilidade.

Nightcrawler
“O Abutre” estabelece a ideia de que, por mais gráfica que seja a imagem, é inevitável manter o olho fixado na tela

Por mais que a onipresença e a competência de Gyllenhaal confiram mais nuances ao protagonista, portanto, é difícil tratar o projeto puramente como um estudo de personagem. O enfoque mais amplo, por mais contraditório que pareça, não é a individualidade daquela figura em específico, mas o que a alimenta, o que oferece as condições para que ela exista.

Há pouco o que dizer de Lou divorciado daquele contexto, para além de detalhes como sua atenção a um vaso de plantas, pois o filme conscientemente não se aprofunda em sua subjetividade – ao contrário, até mesmo suas interações mais pessoais, com Nina e Rick (Riz Ahmed), são extremamente objetificadas, racionalizadas, como sua própria personalidade. É como se, em mais uma valiosa contradição, ele dissesse que “o porquê de seguir um caminho é mais importante do que qual caminho seguir”, mas nunca soubéssemos os seus “porquês”.

Desta forma, o que se vê é também não é um filme de gestos – ao menos não de gestos sutis. A condução da obsessão de Lou ao seu ponto mais extremo é tratada como um caminho natural cujo desfecho é inevitavelmente explosivo. Inscritos em planos bem enquadrados e de duração precisa, os pequenos movimentos parecem ter menos expressividade do que aqueles de explosão, o que sugere que a reação do protagonista em frente ao espelho era apenas um prenúncio do ato final, tempestuoso e conduzido com muita qualidade.

Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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Retrospectiva Giz: as principais curiosidades de 2014

Esta semana, relembramos o que aconteceu de mais incrível e curioso em 2014. A seguir, reunimos as perguntas mais interessantes que respondemos durante o ano.

Confira a galeria aqui: http://gizmodo.uol.com.br/galerias/retrospectiva-giz-curiosidades/

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“Os Últimos Desejos da Kombi” é a campanha vencedora do primeiro B9 Grand Prix

B9 Grand Prix 2014

O B9 tem a honra de anunciar o grande vencedor do B9 Grand Prix 2014: a campanha “Os Últimos Desejos da Kombi”, criada pela AlmapBBDO.

A equipe do B9 levou em conta para a escolha dos indicados e do vencedor a originalidade, a criatividade e também a repercussão das campanhas. No caso da “Os Últimos Desejos da Kombi”, contam o fato de ter sido feita uma campanha bastante emocional para um produto que está saindo do mercado, a excelente concepção e execução criativa e o sucesso com o público, que se emocionou com os últimos capítulos de um automóvel utilitário conhecido mundialmente.

Os parabéns também se estendem a todos os outros 11 indicados ao prêmio em 2014. Todas são peças dignas de nota e recebem o reconhecimento de todos os membros do B9.

E atenção: o B9 Grand Prix vai ficar ainda maior em 2015! Assine a newsletter do B9 Grand Prix e saiba em primeira mão como a sua campanha poderá concorrer ao mais novo troféu do mercado.

Veja mais em brainstorm9.com.br/grandprix


Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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FBI acusa oficialmente a Coreia do Norte de estar por trás do ataque à Sony Pictures

O FBI acusou oficialmente a Coreia do Norte pelo ataque à Sony Pictures ocorrido algumas semanas atrás.

Da declaração do FBI:

Como resultado da nossa investigação, e em colaboração próxima com outros departamentos e agências do governo dos EUA, o FBI agora tem informações suficientes para concluir que o governo da Coreia do Norte é responsável por essas ações.

O FBI diz que começou a trabalhar diretamente com a Sony Pictures Entertainment logo depois que os ataques começaram. Durante o curso da investigação, o FBI descobriu que o malware que infectou a Sony é similar a outros reconhecidamente escritos e disseminados por agentes norte-coreanos no passado, a ponto de haver linhas de código similares.

Há ligações estruturais também. Diversos endereços IP codificados nos algoritmos de apagamento de dados do malware retornam a IPs com conexões a ataques virtuais anteriores atribuídos à Coreia do Norte. A CNN também explica que esses ataques passaram por um número de outros países (incluindo a China) e mascarados por um DNS spoofing padrão, que o FBI conseguiu desmascarar com a ajuda da NSA.

Além disso, os detalhes são esparsos, sugerindo que as evidências são rasas, confidenciais ou ambas. São especialmente notáveis omissões claras no relatório.

Uma delas é a ausência de menções à China, que segundo rumores apoiou os esforços da Coreia do Norte. Também não há uma palavra sobre outras entidades que tenham assistido a Coreia do Norte em seu ataque à Sony Pictures. O FBI também não detalhou qualquer plano sobre uma ação contra a Coreia do Norte dando sequência à acusação formal. Apenas isso:

Tais atos de intimidação ultrapassam a barreira do comportamento de estado aceitável. O FBI leva muito a sério qualquer tentativa (mesmo por meios virtuais, ameaças de violência e outros) de enfraquecer a prosperidade econômica e social dos nossos cidadãos.

A Coreia do Norte tem sido um popular suspeito desde o começo simplesmente porque a Sony Pictures é responsável pelo filme A Entrevista, uma comédia em que Seth Rogen e James Franco interpretam jornalistas com a missão de assassinar o Líder Supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-Un. Inicialmente os hackers não fizeram referência nem à Coreia do Norte, nem ao filme; só depois, quando os vazamentos já estavam acontecendo, que eles exigiram explicitamente que a Sony Pictures cancelasse o filme, acrescentando em seguida ameaças terroristas contra cinemas que o exibissem. As ameaças funcionaram: grandes cadeias de cinema dos EUA cancelaram as sessões e, no fim, a própria Sony Pictures abortou o lançamento do longa. O medo espalhou-se e levou a Paramount a abandonar os direitos de Team America: World Police, aparentemente sem ser motivada por qualquer tipo de ameaça. Basicamente, os hackers venceram.

Evidências apontando a Coreia do Norte como culpada por esse ataque eram esparsas a princípio, com relatos de que o hack poderia ter sido realizado em um quarto de hotel em Bangkok, além das declarações do FBI de que uma origem na Coreia do Norte era duvidosa, mais a própria insistência do país de que não tinha nada a ver com o assunto. Depois que a Sony Pictures cancelou A Entrevista, porém, um monte de relatos chegou aos principais jornais dos EUA, todos citando oficiais norte-americanos anônimos ligando a Coreia do Norte ao ataque.

Apesar da acusação formal, ainda há um punhado de buracos na história que precisam ser preenchidos. Suspeitas de que a Coreia do Norte roubou credenciais do sysadmin da Sony (e como ela teria feito isso) permanecem sem confirmação, bem como o possível envolvimento da China. E, claro, a grande questão: é possível evitar que isso aconteça novamente?

A declaração completa do FBI pode ser lida aqui.

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Hackers conseguem ler as suas mensagens graças a uma enorme falha de segurança

A rede de telecomunicações global Signal System 7 ajuda operadoras do mundo todo, incluindo as norte-americanas AT&T e Verizon, a encaminhar ligações e mensagens de texto. Ela também é, aparentemente, uma peneira em termos de segurança que permite que hackers e espiões ouçam suas chamadas e leiam suas mensagens. É tão ruim que o chefe de tecnologia da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) me disse que pessoas preocupadas em estarem sendo espionadas não deveriam usar seus celulares para fazer ligações. Privacidade, cadê?

Pesquisadores alemães descobriram que a infraestrutura datada da SS7 facilita um bocado hacks, o que pode levar a invasões de privacidade bem graves, segundo o Washington Post. Eles apresentarão suas descobertas no final do mês, em uma conferência em Hamburgo. Do Post:

As falhas descobertas pelos pesquisadores alemães são, na realidade, funções nativas da SS7 para outros propósitos – como manter chamadas conectadas enquanto os usuários trafegam por rodovias, mudando de torre – que os hackers podem reutilizar para vigilância, graças à falta de segurança da rede.

Operadoras como a AT&T e a Verizon usam redes 3G e 4G para chamadas e mensagens dentro da mesma rede, mas ainda precisa da velha e insegura SS7 quando os dados são enviados a outras. Isso significa que rastrear seu celular e o que você faz nele é assustadoramente simples para pessoas com algum conhecimento:

Quem tem alguma habilidade com a miríade de funções nativas da SS7 pode localizar chamadas em qualquer lugar do mundo, ouvir ligações em tempo real ou gravar centenas de chamadas e mensagens criptografadas num momento para quebrar a proteção posteriormente. Também há potencial para fraudar usuários e operadoras de celular usando funções da SS7, dizem os pesquisadores.

A fragilidade da SS7 não é novidade, e esse novo estudo pode jogar atenção à importante missão de reformular o sistema. Em agosto, o Post publicou uma matéria destacando como as empresas já estão construindo sistemas de vigilância capazes de rastrear na surdina usando os buracos da SS7 – e eles estão vendendo esses sistemas para governos e grupos privados.

Uma das empresas, a Verint, se orgulha de ter mais de 10 mil clientes. Imagine, então, quantas pessoas não têm sua privacidade invadida por esses clientes?

O que se pode fazer para evitar ser espionado através das vulnerabilidades da SS7? Perguntei a Christopher Soghoina, da ACLU.

“Não use o serviço de telefonia oferecido pela operadora para voz. O canal de voz que ela oferece é inseguro,” ele me disse. “Se você quiser fazer uma ligação para algum parente ou colega e você quer que essa conversa seja realmente privada, use ferramentas de terceiros. Pode ser o FaceTime, que já vem no iPhone, ou o Signal, que dá para baixar de graça da loja de apps. Elas permitem ter uma comunicação segura em um canal inseguro.” Para mensagens, usar apps de terceiros que oferecem criptografia de ponta a ponta blinda elas contra as falhas da SS7.

Basicamente, a sua única linha de defesa é não usar seu telefone como um maldito telefone. É uma solução imperfeita, para dizer o mínimo, a um problema que persistirá na medida em que esse sistema decrépito permanecer funcionando. Essa não é a única coisa podre nas telecomunicações, mas é uma das mais perigosas da infraestrutura global. [The Washington Post]

Imagem via Shutterstock/Getty

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Vídeo do Bonner no Facebook do Jornal Nacional mostra que TV vai virar 2ª tela

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Mais de 460 mil pessoas pararam para ver no Facebook o vídeo em que William Bonner dava os principais destaques do Jornal Nacional desta quinta-feira, 18/12. Provavelmente gravando o material do seu próprio celular, com tremeliques e giros que fizeram muitas aulas de telejornalismo escorrerem pelo ralo, ainda assim o vídeo é sensacional e conquistou um bocado de interações: quase 10 mil curtidas, mais de 300 comentários, ultrapassando 1300 compartilhamentos.



É sensacional porque mostra que, aos poucos, a TV também vai entendendo a essência da web, que acredita mais na transparência do que no padrão Globo de qualidade de imagem. São 48 segundos de um dos maiores âncoras do telejornalismo brasileiro fazendo um teaser da programação de um jornal que aconteceria poucas horas depois daquela postagem.

Além disso, a publicação aparece incorporada dentro do próprio Facebook, e não remetendo a canais da própria Globo, como costumava ser o padrão da emissora, o que ajuda a aumentar o alcance das postagens (quem é analista de mídias sociais já sacou essa brechinha que o Zuck deixou para quem administra páginas).

Lógico que um vídeo-selfie de William Bonner é emblemático, mas esse tipo de ação não é uma exclusividade do Jornal Nacional. A emissora já vinha fazendo diversas postagens do tipo ‘teaser da programação’ nas redes sociais do canal GloboNews, com personalidades como Sandra Coutinho e Maria Beltrão convidando o webspectador para ir para a tela da TV em um determinado horário.

Na programação da TV aberta, César Tralli já aparece familiarizado com o palitinho de selfie e faz um vídeo de quase 1 minuto sobre a pauta do consumo de água na capital paulista, Carlos Tramontina dá uma prévia do jornal que vai ao ar mais tarde, e até os apresentadores do Bem Estar convidam o pessoal da web a ligar a TV para assistir ao programa.

Acredito que isso evidencie algo que muitos já haviam percebido: 2ª tela não é o smartphone ou o computador, mas sim a TV. “A aplicação inovadora pode facilitar, enriquecer e potencializar um produto jornalístico ou publicitário. E, de verdade, pouco importa se a TV é a primeira ou a segunda tela. O vídeo de Bonner é um conteúdo que rompe o parâmetro da narrativa transmidiática e instaura uma nova forma de contar histórias”, opina Daniele Rodrigues, pesquisadora de comunicação digital e Real Time Conceptor na Flag.

“Hoje, mais do que linguagem convergente, a demanda é por narrativas com enredos disformes, anacrônicos, não controláveis, com espaço desterritorializado e com papéis sociais negociáveis”, completa.

“Mesmo com um delay grande, o telejornal mais tradicional do Brasil finalmente sai da zona de conforto e se expõe. Mas de verdade, é pouco. Pouco perto do que é possível. Que a inovação passe a ser parte do processo de produção de notícia, mais do que da reverberação. Senão continuaremos explorando apenas a camada narrativa mais básica da comunicação digital, awareness”, provoca ela.



Há algumas semanas, em um papo via Twitter com a Rosana Hermann, do R7, comentamos sobre a transformação de alguns programas, tanto na TV quanto na rádio, que foram se tornando cada vez mais pessoais, com o apresentador, âncora e repórteres não tão distantes como se estivessem em um pedestal, mas se mostrando gente como a gente.

De certo modo, a mesma avaliação acaba valendo para esses novos vídeos teasers postados nas redes sociais – o que o público quer é perceber o bastidor, entender aquela personalidade como alguém real, e não montado, ver como as coisas funcionam sem aquela pompa toda do estúdio, ouvir o jornalista falar de verdade, e não ler um teleprompter. É, nas palavras da própria Rosana, “uma integração dos veículos à linguagem das redes sociais”.

É claro que aos poucos as interações e teasers vão se tornando mais profissionais e bem acabados, ou até melhor planejados. Em uma das pautas do “Em Pauta” da GloboNews, Jorge Pontual aparece em um vídeo com vinhetinha final e tudo, totalizando 15 segundos cravados – imagina se foi feito para o Instagram, né?



Acredito que, a longo prazo, o resultado vai ser algo semelhante ao que é feito no Estudio I, com Maria Beltrão, ou por Fernanda Gentil, do Globo Esporte (com um vídeo mais amador) – uma mistura saudável entre seriedade e informalidade, por mais incompatíveis que elas possam parecer. Isso dá para perceber em interações como essas abaixo, sem teleprompter para ler textinho pronto, uma interação mais solta, mas sem perder o foco no conteúdo.


Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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