The Bigger Picture expande o foco de capas de discos

Não tem muito tempo, a gente mostrou por aqui The Dark Side of the Covers, um projeto  que tenta desvendar como seria a capa de alguns de nossos discos favoritos quando vistas por trás.

Nesta mesma linha, os criativos da agência digital Aptitude resolveram expandir o foco de diversas capas de discos no projeto The Bigger Picture. No blog, uma explicação: com o consumo de música digital cada vez mais comum, as artes das capas – sempre pensadas para passar algum tipo de mensagem – acabaram ficando em segundo plano, às vezes até completamente ignoradas.

Foi para honrar a história destas capas e desta importante manifestação artística que eles criaram The Bigger Picture. Confira as imagens abaixo: MJ adele---19 Bruce-Springsteen---Born-in-the-USA The-Beatles-Abbey-road Bieber-My-World Nirvana---Nevermind Fat-Boy-Slim---Greatest-Hits Blur-Park-Life

 

Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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Robô humanoide ATLAS consegue executar pequenas tarefas com mais rapidez

Você se lembra do ATLAS, o robô humanoide mais avançado do mundo? Desenvolvido pela Boston Dynamics – empresa pertencente ao Google – ele segue em evoluindo e está cada vez mais assustador. Agora ele consegue executar tarefas simples com bastante rapidez. Como, por exemplo, passar por cima de obstáculos.

Usando um conjunto de sensores e equilíbrio artificial, o ATLAS é capaz de repetidamente subir e descer de uma pequena pilha de tijolos sem tropeçar. É algo simples que até uma criança pequena consegue fazer, mas é bem interessante ver o desenvolvimento desse robô humanoide. Há um ano, ele impressionava por conseguir correr sobre rochas – e agora ele consegue subir em obstáculos! Mais um pouco e ele poderá substituir os humanos em todas as tarefas possíveis. Será que é isso mesmo o que queremos? [IHMC Robotics via IEEE Spectrum]

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O terrível trabalho dos moderadores de conteúdo do Facebook

Mesmo com mais de um bilhão de usuários, o Facebook consegue se manter limpo e agradável para crianças acessarem. Como é possível que a rede social não seja inundada de pornografia e outras coisas não recomendadas para menores de idade? Bem, uma empresa cuida da moderação do conteúdo publicado no Facebook, e rapidamente elimina qualquer coisa que não seja apropriada.

Para edição de novembro da revista Wired, Adrian Chen visitou o escritório de uma empresa nas Filipinas que foi contratada pelo Facebook para cuidar disso. E, como o esperado, não é um trabalho nem um pouco divertido – muito pelo contrário, deve estar entre os piores empregos do mundo.

Praticamente todos os sites de mídias sociais usam algum tipo de moderação para manter conteúdo abusivo longe das suas páginas. A empresa visitada por Chen também cuida da moderação do Whisper, aquele serviço de segredos anônimos que não é tão anônimo. Lá, funcionários contratados, que provavelmente recebem menos em um dia do que nós ganhamos em uma hora, passam o expediente olhando imagens de violência brutal e pedofilia. Esse tipo de trabalho pode causar transtornos na cabeça dessas pessoas – como diz a Wired:

Oito anos após o fato, Jake Swearingen ainda pode lembrar do vídeo que o fez pedir demissão. Ele tinha 24 anos de idade e conseguiu um trabalho como moderador de uma startup chamada VideoEgg. Depois de três dias, um vídeo de uma decapitação apareceu entre as suas tarefas.

“Merda, eu peguei uma decapitação”, ele disse. Um colega de trabalho um pouco mais velho que vestia um casaco preto casualmente virou sua cadeira. “Ah”, ele disse, “qual?”. Naquele momento, Swearingen decidiu que não queria se tornar um conhecedor de vídeos de decapitação. “Eu não queria olhar para trás e dizer que me tornei tão blasé ao assistir pessoas tendo essas coisas terríveis acontecendo com elas que passei a ser irônico ou fazer piadas sobre isso”, diz Swearingen, agora editor de mídias sociais da Atlantic Media.

Com esse tipo de tarefa a ser desempenhada no trabalho, não é surpreendente que cada funcionário dure entre três a seis meses no cargo – muito mais do que isso certamente causaria danos irreversíveis na vida da pessoa. E esse submundo dos trabalhadores de rede sociais emprega muita gente:

Empresas como Facebook e Twitter dependem de um exército de funcionários que absorvem o que há de pior na humanidade para proteger o resto de nós. E há uma legião deles – uma piscina enorme e invisível de trabalho humano. Hemanshu Nigam, antigo chefe de segurança do MySpace agora mantém uma consultoria de segurança online chamada SSP Blue, e estima que o número de moderadores de conteúdo depurando os sites, aplicativos e serviços de armazenamento na nuvem das mídias sociais é “bem maior que 100.000″, isso é, cerca de duas vezes o total de funcionários do Google e quase 14 vezes mais do que o Facebook.

Então enquanto as gigantes do Vale do Silício empregam muitos funcionários em seus luxuosos escritórios espalhados pelo mundo, uma quantidade ainda maior de pessoas vive com salários próximos aos US$ 300 por mês tirando qualquer coisa suja que seja postada nesses serviços para que seus queridos usuários não precisem encarar vídeos de decapitação ao acessar casualmente o Feed de Notícias do Facebook pelo celular – e fazendo isso do outro lado do mundo.

Você pode conferir o artigo completo na Wired (em inglês). E lembre-se: apesar de todo o chorume postado diariamente no Facebook (e sabemos que não é pouco chorume!), as coisas poderiam ser bem piores. [Wired]

Imagem via Shutterstock

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Ello, rede social anti-Facebook, agora é legalmente obrigado a nunca ter anúncios

No mês passado, a rede social Ello atraiu milhares de usuários em sua fase beta e chamou a atenção de muita gente. Ela quer se tornar o anti-Facebook por não ter anúncios, nem vender seus dados para outras empresas. Isso poderia ser apenas uma promessa vazia… mas não é.

>>> Ello, uma rede social sem anúncios que quer ser o anti-Facebook

O Ello se tornou uma “corporação de utilidade pública”, um novo tipo de empresa nos EUA que visa ao lucro, mas com regras estritas para tanto. Isso significa que:

  • o Ello nunca poderá ganhar dinheiro com a venda de anúncios;
  • o Ello nunca poderá ganhar dinheiro com a venda de dados do usuário; e
  • caso o Ello seja vendido, os novos proprietários terão que cumprir esses mesmos termos.

Ou seja, o Ello é legalmente proibido de ter propaganda, mesmo se for vendido para outra empresa. Nunca vimos isto antes: muitas outras redes sociais – Facebook, Twitter, Tumblr – se opunham publicamente a ganhar dinheiro com propagandas; hoje, esta é a principal fonte de receita delas.

O Ello anunciou isso no mesmo dia em que recebeu US$ 5,5 milhões de três investidores. Isso não é uma doação, esse valor precisa retornar – com lucro, de preferência – em algum momento do futuro. Mas como é que o Ello vai ganhar dinheiro? Assim:

A empresa vai gerar receita com a venda de recursos personalizados e outros serviços a pequenos preços, através de uma loja on-line inspirada na App Store da Apple. O Ello tem atualmente milhares de membros da comunidade pedindo por recursos pagos específicos.

Ou seja, os usuários vão pagar a conta. Pelo menos, é isso que eles esperam: nada garante que esta rede simplesmente deixe de crescer ou simplesmente acabe.

Para criar um perfil no Ello, é preciso ter um convite – assim como nos saudosos tempos do Orkut. A rede social diz que “está recebendo 45.000 pedidos de convite por hora”. [Ello via TechCrunch]

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Google lançará uma loja especial para vender componentes do smartphone modular Project Ara

O Project Ara é o conceito de smartphone modular que há algum tempo vem sendo desenvolvido pelo Google. Com ele, você pode adicionar ou remover componentes da forma que desejar para ter um smartphone personalizado. Agora as coisas estão ficando mais interessantes: o Google anunciou que vai criar uma loja de hardware para peças do Ara.

Sem muito alarde, a empresa anunciou a loja para desenvolvedores disponibilizarem seus componentes para o Ara. Vai ser mais ou menos com uma Google Play Store, mas com peças de hardware em vez de apps – você vai poder comprar uma tela nova, ou trocar a CPU, ou então quem sabe uma câmera mais potente a partir desta loja. E tudo isso sem precisar trocar o smartphone – basta substituir as peças como se o seu telefone fosse de Lego.

Resta saber como o Google fará para produzir as peças de hardware criada por desenvolvedores. Em um caso parecido, a loja bitLabs vende peças para módulos Arduino LittleBits que são fabricadas pelos próprios desenvolvedores, mas o Google pode muito bem usar uma abordagem diferente. Devemos saber mais sobre isso em breve – afinal, o Google pretende começar a vender os smartphones modulares já em janeiro de 2015. [PC World]

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A busca pela eleição perfeita: como são as votações em outros países?

Algumas pessoas são viciadas em chocolate. Outras gostam de coisas absurdas, como feijão com ketchup. Ainda há os obcecados por organização, que mantêm quase tudo em pastas coloridas e etiquetadas. A vida é cheia dessas coisas. Como não é bom apontar o vício alheio sem falar da própria obsessão, resolvi falar de uma das minhas manias, que anda meio descontrolada: eleições.

Giz Debate: As nossas propostas para um Brasil inovador

Eu, Leandro Beguoci, 31 anos, criado em Caieiras, cidade da Grande São Paulo cheia de eucaliptos, confesso que sou viciado em… eleições. Me julguem. Com generosidade, por favor. Estou no pico da crise porque, em época de eleições, o vício volta forte. Ai é respirar fundo e fazer o vício trabalhar para propósitos úteis em vez de ficar checando um mundo de dados de zonas eleitorais. Hoje vamos embarcar junto com uma turminha muito louca e conhecer um pouco melhor a forma como as pessoas escolhem quem vai representá-las em alguns países deste mundão.

Democracia, como vocês sabem, não é um gatinho que toma leite e fica se aconchegando na sua perna. É um bicho mais instável, mas o único bicho que vem garantindo, ao longo das últimas décadas, alguns direitos fundamentais. É o único sistema que consegue fazer com que as maiorias decidam, mas, ao mesmo tempo, protege as minorias das eventuais loucura das maiorias. Seria lindo, aliás, que as pessoas (maiorias e minorias) participassem de todas as decisões o tempo inteiro — mas o método para tornar isso possível ainda não foi encontrado.

Sistema distrital x proporcional

Em vários países, para calibrar as tensões normais de qualquer democracia, há eleições para tudo. Nos EUA, por exemplo, se elege o delegado (sim, o chefe da polícia) em alguns locais. Em Londres, na Inglaterra, as pessoas elegem os membros da sub-prefeitura (os boroughs) — com a diferença de que cada borough tem uma autonomia bastante grande para decidir seus próprios assuntos.

Isso está ligado a uma longa tradição, bastante forte nos países de língua inglesa, de voto distrital. São anos de lutas e tensões contra o poder central — a capital do país, o presidente, o governador, o rei, a rainha. Ao longo do tempo, para garantir que o poder central não esmagasse as pequenas comunidades, uma parte do poder foi distribuído entre distritos. O país então foi dividido em várias pequenas comunidades, segundo uma série de critérios. Se fosse aplicado no Brasil, seria como se cada zona eleitoral de São Paulo pudesse eleger seus próprios deputados para a Câmara. Em vez de votar em qualquer pessoa que se candidatasse no Estado de São Paulo, como é hoje, você só poderia votar em pessoas que se candidatassem por Perdizes, Pirituba ou Parelheiros e — em tese — isso faria com que as pessoas pudessem conhecer melhor seus candidatos.

Isso tem vantagens e desvantagens. Uma das vantagens é que as pessoas ficam mais perto dos seus representantes e, em teoria, poderia conhecer melhor o trabalho que eles desenvolvem. A desvantagem é que alguns distritos ficam viciados em determinados partidos. Há distritos que só votam democrata. Outros, só republicano. Alguns, só nos conservadores. Outros, apenas nos trabalhistas. Há lugares, tanto na Inglaterra como nos EUA, em que você pode colocar qualquer um — e ele será eleito só porque pertence a um determinado partido. Os líderes dos partidos na Inglaterra, que são os candidatos das siglas a ocupar o posto de primeiro-ministro, só se candidatam pelos distritos seguros. A relação com a comunidade fica em segundo plano.

Esse sistema distrital permitiu o nascimento e o desenvolvimento de democracias estáveis em muitas partes do mundo, mas vem sofrendo com cada vez mais críticas nos últimos anos. Uma delas é que esse sistema concentra o poder em poucos partidos. A vida das terceiras vias é muito complicada, e isso tem levado a uma onda de insatisfação em várias democracias. Na Inglaterra, por exemplo, isso aconteceu em 2010. O Partido Liberal Democrata despontou como uma terceira via entre Conservadores e Trabalhistas. Foi muito bem votado por todo o país, mas o número de cadeiras não acompanhou o tamanho da votação. Afinal, não basta ser bem votado. É fundamental ter candidatos fortes nos distritos. Resultado? A Inglaterra acabou tendo um governo conservador, embora uma boa parte da população tenha votado por uma mudança para o liberal.

>>> Veja as propostas de Dilma Rousseff para Ciência e Tecnologia
>>> Veja as propostas de Aécio Neves para Ciência e Tecnologia

Coisa semelhante aconteceu nos EUA, em 2000. Lá, o sistema é presidencial. Na Inglaterra, é parlamentarista. No caso americano, isso significa que a maior parte do poder está nas mãos do presidente. Na Inglaterra, está nas mãos do Parlamento — o partido com mais cadeiras no Legislativo escolhe quem será o primeiro-ministro. Só que os EUA têm um presidencialismo meio esquisito, que lembra um parlamentarismo vago.

Você vota no candidato a presidente, mas não muito. Na prática, o eleitor de cada Estado vota em um partido. O partido mais votado em cada Estado tem direito a um número determinado de delegados numa assembleia nacional que vai escolher o presidente. Só que essa divisão não é proporcional. Quem ganha leva todos os votos. Se o Partido Democrata, de Obama, ganha na Califórnia com 51% dos votos, ele não leva 51% dos delegados. Leva 100%.

Na maior parte das vezes, a vontade popular é representada na assembleia dos delegados estaduais — mas nem sempre. Em 2000, George Bush teve menos votos do que Al Gore. Mas, por causa de uma combinação eleitoral rara, levou a maior parte dos votos estaduais. Foi eleito presidente, apesar de não ter conquistado a maior parte dos votos da população. A eleição norte-americana é como uma grande partida de War, em que os candidatos ganham pontos em cada estado, a depender da representatividade populacional desses estados.

As pessoas estão tentando resolver esses problemas, é claro. Na Inglaterra, há um bom debate sobre copiar o modelo da Alemanha, que tem o voto distrital misto. Você vota no representante do distrito e também no partido. Isso tenta equacionar a a questão entre a vontade das pessoas e a relação representante-representado. As cadeiras no Parlamento são divididas a partir de uma conta entre votos para representantes e votos para partidos. Geralmente funciona, embora não seja muito fácil de entender. No quesito simplicidade, aliás, o Brasil é um caso de sucesso.

Essa cena ainda me emociona: o dia em que o Brasil voltou a ter uma Constituição democrática

Brasil referência

Não é muito fácil cravar: “O Brasil é uma referência eleitoral”. A desilusão das pessoas com a política anda grande. A distância entre nós e os nossos representantes é significativa. Mas é verdade. O Brasil é um país grande que, apesar de todas as suas falhas, criou um sistema eleitoral que vem produzindo uma democracia forte. É só comparar com outros países com a mesma extensão territorial ou com populações do mesmo tamanho. Nosso sistema é fácil de entender e respeita bastante o voto das pessoas.

Você escolhe o presidente sem intermediários. Votou, acabou. O mesmo vale para prefeitos e governadores. Para o Parlamento, a regra é mais chatinha, mas também é simples. Você vota nas pessoas, mas o voto tem valor duplo: ele vale para a pessoa e para o partido da pessoa. Então a Justiça Eleitoral soma todos os votos dados a parlamentares e divide pelo número de cadeiras em disputa.

Isso se chama coeficiente eleitoral, e significa que cada partido terá um número de cadeiras proporcional à sua votação. Se o PT teve 20% dos votos, terá 20% das cadeiras. Se o PSDB teve 20% dos votos, também terá 20% das cadeiras. E quem ocupa essas cadeiras? Os deputados mais votados de cada partido. Sim, esse sistema produz deputados-celebridades que são muito bem votados e acabam puxando pessoas não muito bem votadas para o Parlamento. Mas também garante que a vontade das pessoas seja minimamente respeitada.


Cicciolina, uma das atrizes pornô mais famosas da Itália, assumiu uma cadeira no Parlamento nos anos 1980

Ah, claro, é bom lembrar:  nenhum sistema eleitoral do mundo está imune a celebridades. Uma atriz pornô já foi eleita deputada na Itália. A Califórnia, um dos Estados mais importantes dos EUA, você sabe, elegeu o Arnold Schwarzenegger, o ator fortão do filme O Exterminador do Futuro.

“E a China?”, você poderia me perguntar. Aí temos um nó. Há eleições na China – mas os todos os candidatos são do Partido Comunista e você só pode escolher entre pessoas filiadas e indicadas pelo grupo. Na prática, é como se o partido fosse o Estado. Não é democracia e o sistema passa muito longe de representar a vontade das pessoas. As celebridades só seriam eleitas se também fossem do partido do governo.

Existe sistema perfeito?

A busca pelo sistema político perfeito lembra a perseguição ao Santo Graal. Encontrar a fórmula perfeita para eleger representantes tem jeito de salvacionismo. Não sei se o Santo Graal já foi descoberto — mas tenho certeza de que o sistema eleitoral perfeito ainda não foi encontrado.

Os sistemas proporcional, como o do Brasil, e distrital, como de EUA e Inglaterra, vêm sendo os mais adotados mundo afora. O proporcional é majoritário na América do Sul, no Leste da Europa e também está no Japão e na Rússia. O distrital é forte em quem tem tradição inglesa, como Índia e EUA. Eles se combinam à forma como o poder central é organizado. Se o presidente é quem tem mais poder, o sistema é presidencialista. Se o primeiro-ministro tem mais poder, o sistema é parlamentarista. Geralmente, países com voto distrital são parlamentaristas – mas nem sempre, e os EUA são uma boa exceção.

E, claro, há a Rússia. Lá, o poder oscila de acordo com o cargo ocupado por Vladimir Putin. Quando ele é presidente, a presidência tem mais poder. Quando ele é primeiro-ministro, o Parlamento tem mais poder. Ele vai mudando as regras do jogo do jeito que convém.

Os asiáticos nem sempre são calmos, especialmente no Parlamento da Coréia do Sul.

Cada sistema, e combinação de sistemas, está ligado à história do país, ao desenvolvimento das instituições democráticas, à maneira como as pessoas se relacionam com o Estado.

No caso do Brasil, o sistema proporcional é um fruto legítimo da redemocratização: ele é simples e garante que os mais votados estejam no Parlamento. É o be-a-bá da representação, mas absolutamente essencial para um país com pouca tradição de eleições livres e democráticas. É só parar e pensar. Estamos vivendo o maior período ininterrupto de democracia da história do Brasil. São 26 anos, desde a Constituição de 1988, sem golpes de Estado. É muita coisa para um país com uma história tão turbulenta quanto a nossa.

Portanto, domingo, dia 26 de outubro, não é apenas mais uma eleição. Independente de quem vencer, a disputa já vai entrar para a história como mais um capítulo fundamental da democracia no país. Ninguém disse que seria fácil nem que está tudo bem. Mas, como bom viciado em eleições, posso garantir: eleger representantes não resolve todos os nossos problemas nem ameniza todas as tensões na sociedade. Só que, sem eleições, não temos condições de dar os passos fundamentais para construir um país melhor. Elas são apenas um entre os infinitos passos que temos de dar. Palavra de viciado em urna.

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Esse é o futuro da criatividade em tablets, segundo a Adobe

Usar o smartphone como pincel, fazer do tablet a sua mesa de som, desenhar com precisão usando telas digitais, editar textos, vídeos e até modificar a pose da modelo nas fotos.

Essas são as evoluções que a Adobe imagina para os próximos anos, usando os softwares desenvolvidos por ela e os equipamentos móveis da Microsoft.

Pode parecer futurologia barata, mas o VP de design de experiência da Sobe, Michael Gough, reitera que não se trata de feitiçaria, mas de tecnologia.“Não existe nada nesse vídeo que não sejamos capazes de fazer”, defende ele.

“Algumas delas consumiriam tempo demais, ou seriam muito caras para serem desenvolvidas, mas o vídeo não é uma fantasia. É apenas uma questão de saber se alguma dessas novidades é interessante o suficiente para que passemos a concentrar nossos esforços nela para desenvolvê-la e trazê-la aos nossos consumidores”, garante.

adobe-futuro

Acredito que o mais interessante dessa proposta é permitir que as pessoas lidem com equipamentos digitais da mesma forma que faziam com recursos ‘analógicos’ de antigamente, colocando os dedos sobre a tela, usando as mãos, e não funcionando através apenas da interface de um teclado ou mouse.

Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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iPhone 6 deve romper barreira dos R$ 3.000 no modelo mais básico

O preço de alguns smartphones high-end no Brasil está chegando a patamares aterrorizantes. Fabricantes como Apple e Samsung começaram a lançar produtos a R$ 2.399, depois a R$ 2.799, e agora podem romper a barreira dos R$ 3.000.

O MacMagazine recebeu os possíveis preços do iPhone 6 e 6 Plus no Brasil, vindos “de uma fonte que já se mostrou confiável no passado”. A data de lançamento ainda é uma incógnita – provavelmente será em dezembro – mas os preços devem ser esses:

  • iPhone 6 (16 GB): R$ 3.199
  • iPhone 6 (64 GB): R$ 3.599
  • iPhone 6 (128 GB): R$ 3.999
  • iPhone 6 Plus (16 GB): R$ 3.599
  • iPhone 6 Plus (64 GB): R$ 3.999
  • iPhone 6 Plus (128 GB): R$ 4.399

Isso representa um aumento de R$ 400 se comparado aos preços do iPhone 5S no lançamento. (Eles baixaram um pouco desde então.) Nos EUA, os preços continuam os mesmos do ano passado.

No Brasil, esse possível aumento fica entre 11% e 14%, superior à valorização do dólar, que chega a até 9%. (Próximo ao lançamento do iPhone 5S, o dólar flutuava entre R$ 2,30 e R$ 2,35; agora, ele chega a R$ 2,50.)

No ano passado, quando Apple e Samsung testaram novos patamares de preço, a história era semelhante. Ou o dólar havia valorizado menos que o aumento do preço, ou havia desvalorizado. Novos smartphones, invariavelmente, chegavam ao Brasil cada vez mais caros.

Algumas fabricantes, infelizmente, seguiram esse exemplo: a Sony vai lançar o Xperia Z3 por R$ 2.699, mais caro que o preço do Z2 há cinco meses.

Mas o jogo está virando. A LG lançou o G3 por R$ 2.299, e é possível encontrá-lo por muito menos. A Microsoft lançou o Lumia 930, top de linha, por menos de R$ 2.000. E, claro, a Motorola aposta em preços bem competitivos: o novo Moto X custa até R$ 1.499.

Resta ver qual caminho a Samsung vai seguir: o Galaxy Note 4 chegará este mês ao Brasil, ainda sem preço definido.

Fonte confiável, mas valor oficial pode ser diferente

O MacMagazine acerta bastante ao antecipar preços de iDevices. Uma semana antes do lançamento oficial dos iPhone 5c e 5S no Brasil, eles vazaram os preços corretos. O mesmo se repetiu com o lançamento do iPad Air por aqui. Ou seja, eles têm um bom histórico.

Mas vale notar uma coisa: esses preços podem mudar, para mais ou para menos, até que o iPhone 6 e 6 Plus cheguem ao Brasil.

Por exemplo: no ano passado, o MacMagazine divulgou uma lista de possíveis preços do iPhone 5s, dizendo que ele custaria até R$ 3.099. Uma semana depois, o site disse que “quase todos os valores foram atualizados — para mais, é claro — nos sistemas internos de redes varejistas”, e o iPhone custaria até R$ 3.599. Isso se confirmou. [MacMagazine via Olhar Digital]

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LG está fabricando processador de oito núcleos para seus próximos smartphones

Um fator que certamente ajudou a Samsung a quase dominar o mercado Android nos últimos anos foi fabricar componentes próprios e usá-los em sua vasta gama de aparelhos. Talvez por isso, a LG agora está fabricando seus próprios processadores.

O primeiro chip móvel da LG se chama NUCLUN e usa a arquitetura big.LITTLE da ARM. São quatro núcleos Cortex A15 de 1,5 GHz para o trabalho pesado, e quatro núcleos A12 de 1,2GHz que ajudam a economizar bateria.

Vimos essa configuração octa-core há muito tempo, implementada inicialmente pela Samsung no chip Exynos 5 Octa, presente no Galaxy S4. Mas é a primeira vez que a LG faz alo semelhante; antes, ela usava apenas SoCs de outras fabricantes, como a Qualcomm.

É uma estratégia interessante, à medida que a LG cresce no mercado de smartphones. A empresa ainda não divulgou o resultado do terceiro trimestre mas, entre abril e junho, as vendas de smartphones aumentaram 19,8% em relação ao mesmo período do ano passado, graças especialmente ao LG G3.

O processador NUCLUN fará sua estreia esta semana na Coreia do Sul com o LG G3 Screen, um phablet de 5,9 polegadas com tela IPS 1080p, 2 GB de RAM e Android 4.4 KitKat. A empresa ainda não revela quando veremos os novos chips em produtos ao redor do mundo. [LG]

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A evolução da troca de mensagens entre casais

Se você é casado ou mora com o seu companheiro/a, provavelmente sentiu essa mudança no seu dia a dia, aos poucos, mas talvez nunca tivesse dados que comprovassem. Tudo ficava apenas na percepção, no feeling. No caso da cientista de dados Alice Zhao, essa sensação, depois de 6 anos de relacionamento, foi transformada em estatística. Ela analisou as mensagens trocadas entre ela e o seu agora marido, desde a época em que apenas flertavam até hoje, quando dividem o mesmo lar.

Com uma simples nuvem de palavras, já deu para sacar a mudança – ao invés de destacar palavras como ‘hey’, ‘noite’, ‘ver’, ‘vamos’, ‘amor’, ‘amanhã’, ou ‘ligação’, ‘em breve’, o destaque do relacionamento textual de Alice e seu marido fica com confirmações de recebimento de mensagens, no famoso ‘ok’, e diversas menções a casa e jantar.

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Os dados também evidenciaram que cada vez menos ela cumprimentava o seu par com um ‘oi’ ou ‘olá’, e nem mesmo citava o nome dele, gastando boa parte das mensagens trocadas confirmando ou concordando com as mensagens que ele mandava.

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O contexto de uso de palavras como ‘amor’, ‘casa’ e ‘jantar’ também mudou bastante. O que antes era uma declaração de amor, se transformou em uma exclamação, o desejo de um trajeto seguro se tornou um ‘vejo você em casa’ e até o convite para o jantar se tornou mais direto.

Ao invés de sugerir um jantar juntos durante a semana, a mensagem é direta para saber o que vai rolar na janta de hoje.

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Essas mudanças todas ficaram bem mais justificáveis quando Alice criou um gráfico dos momentos do dia em que ela trocava mensagens com seu marido. No início do relacionamento, as mensagens eram mais constantes no período da noite e madrugada; após o noivado, eles passavam basicamente o dia inteiro trocando mensagens; e depois de casados, bom, eles já passam a noite juntos, então as mensagens aconteciam durante o dia, basicamente para lidar com a logística do dia a dia e para fazer planos.

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E, no final, não é como se isso fosse ruim. Trata-se, na verdade, de uma espécie de retrato de como funciona uma vida juntos.

Quando se divide o lar e a cama, não há necessidade de enviar uma mensagem às 3 da manhã para lembrar o outro que você o/a ama – você pode simplesmente demonstrar isso, porque provavelmente aquela pessoa está logo ali, a passos de distância.

“De acordo com que nosso relacionamento foi progredindo, passamos mais tempo juntos, e ficamos confortáveis um com o outro. Nossas mensagens se tornaram mais previsíveis, mas só porque tudo que era imprevisível era dito ao vivo. Não precisamos mais mandar um “eu te amo” à distância no meio da noite. Eu posso apenas me virar, abraçar meu marido e sussurar isso no seu ouvido”, conclui Alice.

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