iPad: o iPhonão da Apple

O Steve Jobs teve uma visão: lançar um gadget que fique no meio do caminho entre um celular e um notebook.

Êis que surge o iPad.

Além de impressionantes 10 horas de bateria e preço a partir de US$499 (nos EUA), o iPad faz coisas que já eram de se esperar, como: acessar e-mails, navegar na internet e ver o Google Maps. Ele também tem a capacidade de rodar aplicativos nativos do iPhone e acessar o iTunes e a App Store (tudo aquilo que o iPhone faz).

Então será que ele é um iPhone de Itu?

É certo que o novo iPad é um prenúncio do futuro. A ausência de teclado físico, a interface fácil de usar, as capacidades de entreter e informar são ímpares. Para uso corporativo há sérias dúvidas. Será que as pessoas estão preparadas para trocar seus notebooks por um iPad? A produtividade (ao trabalhar) será mantida?

Eu sempre vislumbrei espaço no mercado para um gadget maior do que o iPhone: as vezes é irritante ficar olhando a telinha e digitando no teclado espremido; mas fazer um device do tamanho de um note (e que não é um note) talvez tenha sido um tiro no pé. A falta de recursos como uma porta USB e habilidade de trabalhar com vários softwares abertos ao mesmo tempo (multitask) faz do iPad um iPhonão.

Um netbook (com mais recursos do que um iPad) custa nos EUA cerca de US$250. Raciocinemos um pouco, porque alguém levaria em uma viagem um iPad e um notebook? Ou sairia de casa com um iPhone, um iPad e um notebook? Não faz sentido.

Talvez a salvação do iPad seja a App Store e sua capacidade de entreter e informar. Adeus Kindle. Bem-vindo iPad, uma mistura de video-game portátil com iPod e Kindle. Para quem busca entretenimento (ver filmes, jogar, ler, ouvir música) é bacana. Para quem precisa de produtividade, é ruim.

É por isso que eu gostaria que o iPad tivesse o tamanho de meia folha de sulfite. Compraria na hora 🙂 Eu o levaria a uma viagem de final de semana em que não precisasse trabalhar – para checar e-mails, ver filmes, me informar e jogar. Gostaria de poder carregá-lo no bolso de uma bermuda (como um netbook pequeno). Para um device que tem como intuito suprir a lacuna entre o celular e o computador o iPad talvez seja grande demais. Agora é esperar para ver se a moda pega.

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